“Amo-te miúdo tonto”

(…)

Ainda me lembro daquele dia. Sem que me recordar da data exacta, ou talvez a lembre mas queria guarda-la só para mim.

O vento trouxe-me notícias tuas, sussurrou no meu ouvido, que me querias conhecer. E eu mulher adormecida, confesso que não entendi de imediato o que se passava. Estava tão desabituada de sentir emoções, que aquelas palavras bateram na parede sólida do meu coração e quase não foram sentidas. Pareciam uma voz distante, que o meu coração não conseguiu decifrar de imediato.

Não fosse a tempestade do teu sentir e eu ainda continuaria aqui perdida numa rua sem qualquer saída, sem saber para que lado ficava o futuro. Pensando que aquele som apenas seria o eco distante de um fantasma que tinha decidido visitar os meus sonhos. Teria virado as costas e voltado a adormecer nos dias da minha vida, onde a monotonia não me deixava despertar

@angela caboz

In “Amo-te miúdo tonto”
ISBN:DL:411877/16 978-989-691-503-2

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