O primeiro amo-te

 

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Quando um dia a palavra “amo-te” escorregou dos meus lábios e trepou na muralha dos teus ouvidos, o mundo lá fora deixou de ter horas. Os ponteiros do relógio deixaram de fazer o seu bailado pelas curvas das horas, e, sol ficou com um brilho tão intenso que cegou todos a sua volta, até a noite parecia ser dia.

Os meus lábios tinham finalmente dado liberdade aos meus sentimentos e o meu sorriso despiu-se de todos os preconceitos e agarrou-se ao teu desejo. A inocência que vivia escondida na minha alma derrubou a enorme muralha do medo e ousou gritar para que o teu coração percebesse que nada mais nos iria separar.

Este “amo-te” era mais do que uma palavra, era a voz do meu coração, o rosto do meu amor. Era mostrar-te que havia um paraíso perdido, para além das muralhas da nossa vida, que até agora nos tinham impedido de ver o horizonte colorido que existia para lá do mundo que nos limitava.

Era segurar na tua mão e convidar-te para caminhar juntos no jardim onde cada flor ao desabrochar sorria para os nossos sentimentos e ver as aves (os pássaros verdes que povoam os teus sonhos) cantar só para nós a sinfonia da paixão.

Dizer-te assim que te amava, com todas as letras, coloriu o meu sorriso e encheu-me o coração. O mundo deixou de ser negro e passou a ter as cores das nossas emoções.

 

@angela caboz