A vida não é feita de economias

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A vida não é feita de economias, a vida é feita de excessos. De excessos de tudo o que nos faz ir do zero ou cem. Do que nos ilumina a vida nos dias cinzentos. A vida é feita de tudo o que nos soma felicidade ao que já temos, sem nos preocuparmos com o que nos falta.

A vida não é coleccionar pessoas. Não é mostrar quem somos ou o que não temos. Não é exibir o que não nos pertence. A vida é esbanjar amor com todos os que guardamos no coração, sem fazer contas ao tempo que gastamos com eles. É demonstrar-lhes tudo o que sentimos, sem qualquer receio do mundo.

O amor que distribuímos enriquece-nos e é dessa riqueza que precisamos para sermos felizes. De que vale um cofre de notas e um vazio no coração. A felicidade não se compra e o amor não se paga. Por isso ama e vive, sem pensar que existe tempo.

O que passou é passado e não volta. O amor que viveste ontem apenas te fará sorrir e desejar que o hoje seja ainda melhor, para que o futuro vos receba de braços abertos.

Ama e será milionária. Ama e a leveza da tua alma dar-te-á a ilusão de que estás voar.

@angela caboz

O primeiro amo-te

 

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Quando um dia a palavra “amo-te” escorregou dos meus lábios e trepou na muralha dos teus ouvidos, o mundo lá fora deixou de ter horas. Os ponteiros do relógio deixaram de fazer o seu bailado pelas curvas das horas, e, sol ficou com um brilho tão intenso que cegou todos a sua volta, até a noite parecia ser dia.

Os meus lábios tinham finalmente dado liberdade aos meus sentimentos e o meu sorriso despiu-se de todos os preconceitos e agarrou-se ao teu desejo. A inocência que vivia escondida na minha alma derrubou a enorme muralha do medo e ousou gritar para que o teu coração percebesse que nada mais nos iria separar.

Este “amo-te” era mais do que uma palavra, era a voz do meu coração, o rosto do meu amor. Era mostrar-te que havia um paraíso perdido, para além das muralhas da nossa vida, que até agora nos tinham impedido de ver o horizonte colorido que existia para lá do mundo que nos limitava.

Era segurar na tua mão e convidar-te para caminhar juntos no jardim onde cada flor ao desabrochar sorria para os nossos sentimentos e ver as aves (os pássaros verdes que povoam os teus sonhos) cantar só para nós a sinfonia da paixão.

Dizer-te assim que te amava, com todas as letras, coloriu o meu sorriso e encheu-me o coração. O mundo deixou de ser negro e passou a ter as cores das nossas emoções.

 

@angela caboz

A vida é tudo o que temos

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A vida é essa estrada que não desenhemos.

São todas essas curvas que não sabemos até onde nos irão levar. É essa viagem feita, tantas vezes, de olhos vendados, que não nos deixa ver para além do hoje. 

Uma estrada sinuosa que não tem ouvidos para nos escutar, nem sequer está preocupada com a nossa vontade. Leva-nos até onde ela predestinou e não quer saber da nossa opinião.

A vida, por mais que pensemos o contrário, é um passado lembrado e um futuro agendado. Um presente para ser vivido e um ontem que, por vezes, ainda não foi esquecido. São horas que não chegam para todos os sonhos que temos e anos que pedimos para melhor saborear as ilusões que nos conduzem ao futuro que todos os dias nos batem à porta.

Somos quase tudo o que não deveríamos ser. Sentimos sem olhar. Olhamos sem conhecer.

Sonhamos sem realizar e realizamos sem ter pensado. Fazemos tudo em sentido contrário. Até parece que morremos ainda antes de nascer. 

Quem sabe se o certo não é isso mesmo, começar a vida pelo final.

Renascer a partir da morte, usando tudo o que ela entranhou em nós, para assim podermos ser crianças mais felizes. 

Se pudéssemos pegar nos sonhos que nunca tivemos coragem para viver, construindo com eles realidades que nos fizessem parecermos crianças sorridentes. Aquelas crianças que correm livremente pelos prados verdes, sabendo que chão estão a pisar.

Se pudéssemos apagar uma a uma todas as dores que esta caminhada nos provocou, talvez assim a nossa infância pudesse fazer uma tatuagem certa com todas as veredas por onde haveríamos de passar. Em boa verdade, a vida poderia parecer-nos mais justa se fosse vivida assim, de trás para a frente.

Não seria tão cruel e teríamos tempo para aproveita-la melhor.

A verdade, por mais cruel que nos pareça, é que esta é a única vida que temos para viver.

É um risco feito pelo destino de que não podemos desistir. Uma linha que não podemos pisar, porque o que nos é exigido é que vivamos entre o antes e o depois. Entre uma dor esquecida e um sorriso que está à nossa espera. 

Esta vida, que transportamos no coração, é o alimento para a imaginação que multiplica os sonhos pelos desejos, de modo a fazer nascer emoções que nos obrigam a seguir em frente, por caminhos que serão, ou não, os mais certos.

Por vezes, julgaremos que a vida é uma floresta com veredas verdejantes, onde nos perderemos para contemplar os prados verdes e coloridos onde encontraremos as realidades de tudo o que nos está destinado.

A vida é tudo o que temos, é este lugar onde vivemos.


@angela caboz

Tentei calçar os teus sapatos!

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Tentei calçar os teus sapatos!

Convidei os teus pés para viajarem comigo pelos sonhos que tinha desenhado à medida exacta do meu coração.

Andei por ali, rondando o chão que pisavas.

Ofereci-me para curar as feridas que tinhas nos pés. Quis arrancar todos os espinhos que a vida te tinha plantado nos pés, julgando-me a enfermeira certa para as tuas dores já envelhecidas e com rugas feitas pelo tempo.

Quis roubar-te do teu mundo para te plantar no meu jardim. Talvez, quem sabe, perfumar-me com o cheiro das tuas rosas e deixar que a cor das minhas ilusões se espalhasse pelo teu corpo sedento de um caloroso amor.
Quis ser o teu amor, sem que tenha entendido que quem caminha neste chão que piso são só os meus pés e que os sonhos que idealizo são frutos das minhas ilusões. Quis ser o teu amor sem entender as tuas regras, nem ouvir as tuas explicações. Quis pertencer-te, sem saber ao certo quem eras.
Tentar calçar sapatos alheios é procurar dores em jardins proibidos. É viajar por estradas sem rumo e tentar encontrar a saída para um beco que não nos irá levar a lado nenhum.
Quis fazer-te meu e acabei com feridas que ninguém poderá curar. Adormeci nos braços desse sonho e despertei no meio de um pesadelo.
Os sonhos tinham sido costurados à medida do meu corpo e tu eras um fato sem medida, que não queria ficar perdido no meio do meu armário. Tu eras um sonho sem as plumas que eu imaginei, porque no teu mundo não existiam sentimentos coloridos, enquanto eu vivia com estas fantasias que me davam luz aos dias demasiado escuros.
Plantei dores nessa estrada estreita e vi murcharem todas as flores que aí fui semeando.
Aprendi que não se ama quem escolhemos, mas sim quem nos tocam com tudo o que queremos.
Aprendi que não se calçam sapatos alheios e que o melhor da vida é caminhar descalço no nosso próprio caminho.

Quis calçar os teus sapatos e acabei com os meus pés feridos.

@angela caboz

Fui feliz

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Nas ruas estreitas do sonho há sempre lugar para mais uma ilusão apertada, que se esconde no peito de quem procura o avesso de um amor perdido nos becos escuros do tempo. 

Aí nesse espaço sem linhas encontramos sempre lugar para fantasiar uma paixão que nos sorri e promete ajudar-nos  a viver com mais emoção.

Tantas vezes andei por esse mundo que um dia me desencontrei da realidade e julguei que te amava. Deixei que a minha ilusão te encontrasse enquanto eu me perdia de amores por ti. Deixei que o amor gritasse todas as palavras que eu sempre abafei.

Encontrei-te desencontrada e talvez por isso não tenha reparado que aquele não era o comboio que me iria levar rumo ao futuro que me estava prometido. 

Vesti-me com as promessas que me fizeste e não percebi que estava a caminhar nua pelo meio das ruas por onde passava, fazendo com que todos voltasse o seu rosto para reparar naquele fantasma que por ali desfilava. Compreendo agora todos os sorrisos daqueles que comigo se cruzavam.

Eu estava a ser enganada e na minha inocência julgava-me amada.

Senti-te a desenhar desejo na minha pele. 

Ofereci-te a minha ousadia, toda aquela sedução que eu própria desconhecia. 

Adormeci nos teus braços nus, que me abraçaram fazendo-me viajar pelos mares do prazer. 

Senti que o céu tinha descido à terra, naqueles momentos em que um amo-te teu fez iluminar a minha eterna escuridão.

Fui feliz, e essa felicidade tu não me conseguiste roubar. 

Sim, no dia em que partiste levaste contigo muito do que eu descobri, mas a felicidade de me ter sentido amada, essa não levaste. 

Essa memória é tudo o que me faz guardar a imagem do teu rosto e ser capaz de dizer que valeu a pena ter-te amado, para poder descobrir a magia do amor.

Voltaste para o teu mundo colorido, colorido com as mentiras que tu costuras para enganar corações frágeis, como o meu.

Voltaste para o mundo que tu não conheces e que, por isso, dizes que é cruel e levaste contigo a certeza que eu fiquei mais forte depois de ti.

Amar-te foi um presente da vida e perder-te foi uma lição aprendida.

 

@angela caboz

 

AINDA ME LEMBRO

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Não quero que as minhas palavras
Sejam apenas um soltar sentido de alguns segredos
Memórias escondidas no mais profundo de mim.

Podem pensar que apenas me sei lamentar
Das dores que coração sente 

e do cansaço que carrego na minha alma.
Mas, existem nas minhas palavras outras histórias por contar

Nunca me esqueço que já houve e voltarão a existir
Momentos de uma felicidade que sei recordar
Instantes em que aproveitei tudo o que a vida tem para me dar

Lembro-me bem quando o vento me revoltou o cabelo
Num dia que todos diziam ser de tempestade
Mas, que para mim será uma lembrança para a eternidade

Ainda sinto as tuas mãos a acariciarem a minha pele,
O teu sorriso a enlouquecer os meus lábios
As borboletas a dançarem sensualmente no meu ventre

O momento já passou, a recordação essa ficou
Uma breve loucura a quem nem frio arrefeceu
Os corpos suados que se perderam, nos lençóis que voaram

O futuro que já é hoje
São as histórias que as nossas memórias guardaram
A foto da nossa felicidade que fica para a eternidade

@angela caboz

Despertaste comigo

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Atirei a tristeza para trás das costas.

Vou fingir que te tenho aqui, vestir-me com o melhor dos meus sorrisos.

Quero esquecer o que não foi [o que não é] bom na nossa história.

Quero apagar todas as lágrimas, ou melhor, fazer delas a tinta que irá colorir os nossos dias. Acrescentar a cada uma delas a cor dos bons momentos que já vivemos e assim reescrever uma história onde a tristeza não terá entrada. Escrever uma história nova onde o sofrimento ficará à porta e se irá aborrecer, por não ter quem lhe dê atenção.

Vou juntar cada pedacinho das tuas recordações e fazer com eles o vestido, com que me vestirás quando o corpo sentir frio e só as tuas mãos o souberem cobrir pelo calor de um sentimento.

Vou juntar-te ao que sou, ao que sobrou de mim e adicionar-lhe o que sempre faltou.

Vou fazer-te à imagem do que és e do que eu sonho que poderás ser. Fazer da nostalgia do passado o mote perfeito para a poesia de continuarmos a ser dois corpos sedentos de amor, que se encontraram à beira de uma ribeira ressequida e que conseguiram que no outono nela voltasse a correr água.

Não ter aqui não quer dizer que não faças parte de mim, que não pertences à minha vida.

Não quer dizer que não vivas dentro de mim.

A distância física não separa corações. A distância é a ilusão de quem nunca se cruzou com o amor. Os corações têm asas e voam até onde o amor os levar.

Que importância têm umas centenas de quilómetros, quando o mais importante de ti mora de dentro de mim. Que importância têm saber-te do outro lado do mundo, se na verdade estás sempre abraçado ao que eu sou. A distância jamais nos separou, aliás devo dizer que foi ela que nos juntou.

Hoje não vou deixar a tristeza sentar-se aqui.

O lugar está guardado só para ti. Hoje o que me abraça não é o sofrimento, é a recordação deste amor que todos os dias desenha rimas de paixão na minha pele. É o amor que faz da nostalgia de um passado, o desejo de o futuro me impeça de ter pesadelos. O desejo que adormece a meu lado para que eu não me sinta sozinha e que me diz baixinho, que o teu sentir que está aí do outro lado do mundo é reciproco.

Hoje foste tu que .

Tirei-te do sonho e fingi que senti os teus braços à volta da minha cintura.

Senti o teu coração a bater no meu peito e vi-te ali mesmo à minha frente, repetindo as mesmas frase de sempre. Repetindo o nosso poema preferido ” amo-te, sem saber como”. Ainda vamos ter agradecer a Pablo Neruda, por nos ter dedicado este poema.

Hoje eras tu o poeta e eu a leitora.

Despertaste em mim a outra metade de ti. Salvaste-me da tristeza que me perseguia. Sopraste alegria nas asas do vento e eu senti que o teu amor me protegia. A brisa do norte diz-me que tu não te ias demorar, e que em breve irias chegar.

 

@angela caboz

NO FUNDO DE MIM

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No fundo de mim
nas profundezas da minha alma
eu sei que nada sou.

Apenas tenho em mim sonhos
e o retrato adormecido
do tempo que já passou.

Por mais palavras que procure
para colorir a imagem
do que já fui e que o tempo levou.
Só encontro o tempo de felicidade
de quem hoje esquece a idade.

Fiz da vida uma moldura
onde expôs a saudade.
Com o coração fiz um cofre
onde guardo a paixão.

Tudo porque aprendi a viver sem emoção.
Esqueci-me de tanta coisa
que o corpo cresceu e alma encolheu.
Aumentaram os lamentos
e desapareceram os sentimentos.

Queria ouvir-me!

Mas a miúda já não escuta o ego
o seu coração ficou cego..

@angela caboz

De que cor é uma dor!

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De que cor é uma dor! A que sabe um qualquer sofrimento!

Quantas horas já gastei com um lamento sem sentido. Quantos dias já terei perdido a contar as minhas tristezas.

Sim, onde será que encontro a resposta a estas perguntas tão complicadas que a alma repetidamente me faz. Como poderei calar um coração que não entende onde se perdeu a minha felicidade.

Acreditei que a vida era dura. Que o caminho da vida era feito à custa de muito sofrer. Senti o cheiro mórbido de quem se julgava num grande inferno.

Só que quando toquei na realidade da vida as minhas mãos sentiram outro perfume. A vida não cheirava mal e à minha frente crescia um paraíso. Por isso, a minha mente ficou confusa, com as ordens da alma que me obrigava a viver longe de tudo o que me fizesse chorar.

Viver era amar e amar rimava com sorrisos, ou então com paraísos. 

A mente repetia com toda a sua força que dor era vida. Que viver implicava sofrer. Que amar era apenas uma ilusão que nos leva até ao sofrimento.

E eu, seguia pelas ruas do esquecimento onde não se vive, apenas se sobrevive.

A alma insatisfeita gritou finalmente e silenciou a teimosa razão que não se queria calar. Viver tinha outra tradução, e portanto era preciso deixar de ouvir a mente que faz tudo de forma diferente.

A dor é indolor. É apenas o calor de algo que nos incomodou. É uma reacção defensiva do corpo perante um obstáculo que se interpõe entre o coração e a mente.

Quando percebemos isso ela está controlada. Descobrimos o que ela nos faz sentir e a dor diz-nos que estamos mais fortes e com força para continuar esta caminhada.

O sofrimento sabe a passado. Sabe a momentos menos bons, que guardamos na nossa memória. São instantes em que uma tempestade abalou a nossa existência. Sofrimentos são vestidos arrumados no fundo de um armário, que já não nos servem por estarem demasiado justos ao nosso corpo.

E por isso mesmo, devemos deixa-los ali bem arrumados. O pó do tempo e do esquecimento fará com que eles deixem de fazer sentido.

As horas gastas com os lamentos serão horas que não poderemos reaver. Serão horas que passaram por nós sem que as tenhamos vivido. Serão a chuva da vida, que rega as dores e o sofrimento sem que daí possam nascer flores. Lamentos são plantas sem raiz que jamais irão crescer no nosso jardim. A vida só gera plantas criadas com amor.

Sofrimento é um adubo que não tem efeito no presente, é o mesmo que destruiu a história que tinha a cor do passado. Sofrimento é um veneno que se faz desfalecer a ele próprio. Por isso, os dias perdidos com as tristezas serão dias em que não vivemos. Os dias em que escutamos a razão e que fizemos escolhas sem sentido serão apenas dias riscados do calendário. Serão dias em branco na agenda do amor.

Resta-nos então esquecer todos esses contratempos  e viver. Não podemos continuar a perder segundos desse tempo limitado.

Então dores, eu vou ali ser feliz e viver a minha vida sem a vossa presença. Sofrimentos, lamentos ou tristezas serão apenas pequena pedras nesta vida tão imensa que eu decidi abraçar.

@angela caboz

Esquina do tempo

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Encontrei o teu abraço na esquina do tempo.

Quando dois braços me trouxeram todo conforto que me faltava. Senti-me a estremecer quando me olhaste e sem uma única palavra me pediste para escutar o que o teu coração tinha para me dizer.
Nessa tarde, o dia esticou-se para além do tempo, e até o gato preto, que vivia escondido no teu quarto, resolveu ir passear para não ter que ouvir os nossos gritos silenciosos.
Nessa tarde, que nunca chegou a ser noite, tu viajaste por tudo o que eu sou e perdeste-te em cada curva, para escutar todas emoções que pediam para ser ouvidas pelas tuas mãos, que andavam perdidas na minha pele arrepiada.
Nesse dia, que já procurei no calendário que o tempo me roubou, aprendi a magia de me sentir amada.
Ali, naquela esquina do tempo a vida deu uma trégua ao meu sofrimento, deixando que o teu amor me fizesse sentir uma princesa. No trono da tua paixão fechei os olhos às minhas dores e deixei que me entregasses o amor com que sempre sonhei.
Já voltei a essa esquina, mas nada lá encontrei, nem sequer as migalhas desse amor que ficou entranhado em mim, quando partiste.
Talvez tenha sido só um sonho e nunca as tuas mãos me tenham tocado.

 

@angela caboz